Simples ou Presumido? Como saber qual paga menos imposto

Muita empresa fica anos no mesmo regime por inércia — e paga a mais sem saber. Veja como fazer a conta.

Não existe “regime melhor” universal. O que existe é o regime melhor para o seu faturamento, a sua margem e a sua atividade. O Simples Nacional costuma ganhar por unir vários impostos numa guia só e ter alíquotas menores no começo — mas nem sempre.

Quando o Simples costuma valer

  • Faturamento até o teto de R$ 4,8 milhões por ano.
  • Folha de pagamento relevante (o Fator R pode reduzir bastante a alíquota de serviços).
  • Venda para consumidor final, que não precisa de crédito de imposto.

Quando o Presumido pode ser melhor

  • Margem de lucro alta e folha pequena, em que a presunção de lucro joga a seu favor.
  • Vendas para outras empresas (B2B), que valorizam o crédito de PIS/Cofins e ICMS.
  • Faturamento acima do teto do Simples.
A regra prática: quanto maior a margem e menor a folha, mais o Presumido tende a competir com o Simples. Mas só a simulação com os seus números decide.
Exemplo simplificado

Uma consultoria que fatura R$ 40 mil/mês com folha baixa pode pagar bem menos no Presumido do que no Simples sem Fator R. Já a mesma consultoria, contratando uma equipe, pode inverter o resultado com o Fator R. Um detalhe muda tudo.

A mudança de regime, quando vale, é feita geralmente no início do ano — por isso o planejamento tem que começar antes. Na Eleve, a revisão de regime faz parte do serviço: a gente simula os cenários e só recomenda a troca quando ela devolve dinheiro.

Será que você está no regime certo?

A gente simula com os seus números, de graça, no diagnóstico.